quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Cegueira conveniente

O que existe de mais belo em nós tende a ser a compatibilidade que temos,ou não,por quem seja merecidamente capaz de receber com alma o que partilhamos.
Por vezes o que partilhamos volta-se contra nós,de uma forma irretorquível com uma intensidade atroz que nos impede de uma forma conveniente de justificarmos aquilo de que somos feitos.Alguns de nós usufruimos dessa verdade conveniente para nos esquivarmos de nos assumirmos como o que quer que sejamos,medíocres,seres límpidos mas desconcertantes,ou seres elevados a um nível superior,por excelência. Enquadrados num padrão aceitável ou não (e não há mal nenhum em não sermos aceites,aliás,é isso que nos distingue de todos os outros,para o bem e para o mal)vivemos ou vamos vivendo,e é isso que interessa.A forma como vamos vivendo diz-nos respeito somente a nós e por isso,recusamos tantas vezes a entrada de alguém a mais nas nossas vidas,porque estamos numa fase de auto-conhecimento superior que nos permite sermos selectivos,e nos permite de igual forma distanciar-mo-nos de quem venha com um cariz especulativo e opinativo e que na primeira oportunidade se apodera da nossa vida,como se fosse sua.O erro predominante reside aí. Como é que é possível alguém se referir a outro alguém como sendo a sua vida? E antes desse outro alguém ter entrado na vida dessa pessoa?Não vivia?!Não amava(que mais não fosse,a sua própria existência)!?Não sofria!?Não sorria!? Depender de alguém?!Com que propósito,se a conhecida certeza que existe um fim para tudo(e ainda bem!)é demasiado evidente!?Somos cegos ou não queremos ver!?

2 comentários:

Ramoa disse...

I see the real you ;)

Diogo Lopes disse...

Depender da opinião de outrém é totalmente errado e desumano.
Desumano pois o ser humano que vive em função da opinião dos outros e não é dotado de auto conhecimento nem de amor próprio, é apenas um fantoche vivo!
Não um Humano! Um fantoche!
Um fantoche que vive em função da dependência de outrém; um fantoche que não tem vontade própria; um fantoche sem sonhos nem aspirações a realizar.
Em suma...alguém cuja mente e alma são controladas por quem invade as suas vidas!
Por isso...eu só digo que concordo totalmente contigo!
Ninguém vai mudar o que somos nem nos controlar psicologicamente!
Ninguém vai mudar a nossa Vida!
Nós somos donos de nós próprios e faremos a nossa caminhada por nós mesmos até ao último e derradeiro momento.

Bjao