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O tempo é o que o tempo quiser ser. E esta afirmação carregada de assunção tem por recurso,o crédito e débito do que se julgava ter como "quase-certo", mesmo sem nunca o ter tido concretamente. Porque afinal estamos sempre a divagar o subterfúgio ele mesmo,de modo a que não exista compromisso peremptório. Chamam-lhe: círculo. No que diz respeito a assumir-me, raras são as vezes que o faço sem me esconder atrás das palavras que me guiam para onde me deixo levar .E eu que as conheço tão bem mimo-as, dou-lhe o contorno que talvez precisasse em retorno,mas eu jamais o admitiria,era invalidar tudo o que me fez,tudo o que me deu cor e contornos. Parece-me é que o tempo passou,e tendo-me dado várias vezes avisos prévios de que o levava consigo,eu achei que podia entregar a espera ao tempo,supunha que conseguiam entender-se sem precisarem da minha aprovação.  E de facto, o tempo não ma pediu.  Fez-me aprender da melhor forma possível que as coisas eternas só o são até o...
As lembranças que ficam são as que interessariam a todo o Ser provido de emoção,guardar. São os sorrisos dessa altura que ficam, são os olhares ternos que nos encheram a alma,  nos confortaram ,nos fizeram sentir o melhor do mais belo em nós. E para alguém ser dotado dessa capacidade de nos preencher, de nos saber ler, de abraçar o sentimento sem mãos dadas ao intelecto, é sinal que alguma partícula nossa não de deixou condicionar à razão da razão das coisas. Nos momentos de reflexão, os que ainda nos vamos permitindo, termos a consciência de que sem ela fomos amados,fomos felizes,sem que no momento o tenhamos sabido assumir,porque faz parte desta defesa mental que nos retrai, fomos moradores no mundo de alguém. Não precisámos sempre de nos interrogar,não temos de fazer crescer a teia onde , entranhadamente, vamos construindo casulo. Há a opção de nos deleitarmos na palavra,no olhar, sem direito à questão que não cala ; "é comigo?" . E para os que ,entre nós, alimentam ...
A insegurança tem por definição falta de segurança, inquietação...e isso eu tenho a capacidade de saber entender, mas a que níveis consegue ela ter vida? Ou por outra, até onde é que a insegurança em si mesma consegue toldar a clarividência do que está bem à frente do que , às vezes, designamos por visão imparcial? E como é que se é imparcial, dentro da preferência injusta? Dúvidas existenciais, para que vos quero? Dizer apenas que no processo, o que tinha como seguro,certo e sabido, fez as malas e despediu-se. E ao conseguir desvincular-me do cárcere deu-se em mim uma necessidade urgente de o fazer saber, a quem se despediu. Há coisas que não merecendo a pena, não vão sequer a tempo de serem remediadas. É deixar na lembrança o que convém sem suplico desmesurado, porque com isso nunca se consegue o efeito desejado. Agora agradecer-te? Isso seria o equivalente a despir a palavra da sua verdadeira acepção. Não vou guardar em mim nenhum momento que valha a pena rec...
Agora sim, isto tem pernas para andar! Agora é o processo vivido por dentro, com expressão tema e forma. Sem problemas em ter problemas de os assumir,fundamentalmente. Sem o pedido, o suplico desmesurado. Com plena consciência, ou pelo menos alguma parte dela, de que o progresso quer-se é visto de frente. E assim, nos vamos perdendo no mundo porque é aqui que se desenha no horizonte a tão aclamada oportunidade. E o mundo visto de forma meticulosamente vertical, já deixou de ter graça. Urge agora o desígnio da visão consciente, porque esta se quer sempre connosco, mas entregue a factores um bocadinho menos incomodativos,mais tolerantes até! É abraçar a ideia de que com a ideia nos salvaguardamos sempre e vá lá, sentirmos alguma gratidão de a ter bem presente em nós. E se por algum modo formos,convenientemente, assaltados pela contradição da ideia, oxalá nos seja possível dar-lhe algum conforto, não temos sempre que lhe dar luta .O controlo não tem sempre de obedecer aos nosso...
E agora, com as forças praticamente fortalecidas ela consegue ter o distanciamento necessário para deixar para trás o que ficou! E assim começa uma nova etapa. Assim começam os sonhos que ficaram esmagados a serem desenhados , que ficaram sempre presos às incertezas e aos medos sem nunca lhe terem sido conhecidos fundamentos. E agora fortalecida ela traça o caminho, ela volta à raiz que sempre a determinou como sendo quem foi. Consegue agora disvincular-se de tudo que lhe foi imposto e respira fundo com aquela sensação de liberdade que tão bem conheceu. Precisa agora de reerguer-se, de fincar o pé num mundo que sempre lhe pertencendo  se distanciou dela e preferiu unir-se a quem,desesperadamente, o queria.Ela negou-o sempre, e agora une forças para o trazer para bem junto de si, reivindicando tudo que,por direito, é seu.Pedindo alguma dose de redenção ela ergeu-se!

Para não deixar morrer...!

Hoje regresso, para não matar o que tendo sido pensado nunca foi editado...e sem regras,costumes ou formas vou escrever porque sim! Porque calar-me resulta às vezes, mas Hoje parece-me que algo sente necessidade de...só para não deixar morrer... Porque para isso teria de haver predisposição para...e a preguiça nunca foi aceite como um motivo válido. Há que dar o verdadeiro uso à máquina, quanto mais não seja para me ir iludindo...e sabe tão bem quando o faço!Permito-me pensar, desenhar ideias, inventar propósitos,engendrar respostas que para os outros sejam entendidas como fáceis, mas que a mim  me envolvam, me embalem, me segurem...sem me prender, de uma maneira ou outra. E, porque assim me continuo a estudar revendo-me nas minhas palavras,vezes e vezes sem conta...continuo a poder aceitar-me como sendo Eu,sem pedir as palavras emprestadas ou os pensamentos dados. Escrevendo vou pensando, sem que o pensamento tenha de se colar a alguma teoria que agrade seja quem for, mas que...

Escassez de recursos facultativos

O fundamental da imensidade geral do todo reside na percepção esmagadora da veracidade e crueldade dos acontecimentos decorrentes da realidade dos factos,tal qual se proporcionam.Nem sempre a estupidez prima pela ignorancia mas antes pela carência facultativa da ignorância ela mesma,isto porque a mediocridade em bruto tende a ser difícil de esculpir quanto mais de modelar. Se ao processo resoluto do desenvolvimento mental nada se atribui ,muito menos o merecido mérito pelo facto de o processo por si só ser digno de existir então pobre de quem,cuidadosamente tenta desvincular-se daquilo que toma sempre por garantidamente assumido.A falta exímia da força física e moral que torna alguém capaz de actuar e de produzir certos efeitos nota-se na destreza com que certos julgamentos são forjados. Não me parece sequer necessário apelar à facilidade,capacidade,direito,potência moral e psicológica,está demasiado impregnada a evidência com que faço este mesmo apelo.Nada pode ser tão difícil de ad...