quarta-feira, 28 de agosto de 2013

As vezes não  necessitámos sequer que quem nos ame nos transmita em palavras que efectivamente o sente…conseguimos sentir na forma como nos olham.
Naquele olhar perdido em nós, por vezes triste por nos estar a depositar amor de uma forma que não conseguimos dar a mesma reciprocidade.
E esses olhares perdem-se em nós à procura de respostas, a precisar de algum conforto, de algum sinal da nossa parte.
 E incidem em nós repetidas vezes quando nos entregam um “gosto muito de ti” querendo que saibamos entender que  as proporções são muito mais reveladoras, mas calam baixinho esse turbilhão .
 E ainda que nos sintamos mais do que verdadeiramente confortados,por termos a compreensão no seu expoente máximo reflectida em que nos oferece olhares tão perdidamente avassaladores, sabemos que não conseguimos igualar por estarmos ainda no empasse da escolha por outros caminhos que igualmente nos querem desesperadamente.
E a confusão o turbilhão de sentimentos impera…
Faz nos questionar até que ponto?
Até quando?
E  as pessoas maravilhosas que nos esperaram ao longo da vida?
Será sequer justo para elas?
E as que agora chegaram e querem fazer-nos ver que também é real o que sonham para nós?
Ficamos como?
Deixámo-nos ir, ou fechamo-nos no ciclo do pensar e repensar?
O que é que nos vai fazer feliz?
Em que é nos vão acrescentar?
O que é que nos vão “dar” para além deles mesmos?
Não que não seja suficiente, mas e se tivermos a excelência noutros armários?
Vão saber ler-nos de todas as formas?
E quem nos lê desde o primeiro dia?
E quem nos ama desde o primeiro dia?
E quem sonha connosco e nos tem fora de alcance?
E quem espera, quem voluntariamente nos espera, estando o mais próximo de nós?
Quem quer o mundo para nós, quem  nunca se vai cansar de nos olhar até que confrontemos esse sentimento e deitemos por terra tudo o que as entrelinhas nos vão transmitindo?
E se o fizermos?
Que repercussões nos vão trazer?
Se em tanto nos acrescentam enquanto pessoas?
Eu acho que as pessoas ás vezes não se amam por terem medo.
E acho que terem medo é o primeiro passo para fazerem delas conscientes, de se acautelarem… mas sim, acho que há amores que nunca são verdadeiramente vividos porque os olhares querem deixar-se namorar.
E é lindo quando os olhares dançam um com o outro, porque a compreensão assimila que há ali amor mas não compromete o sentimento.
Ao invés disso deixa-o marinar nas proporções certas para o deixar crescer.
No dia em que é peremptoriamente  expresso o gostar de alguém,não é que a magia se vá mas parte dela por estar guardada há tanto tempo, quer um escape…e deva tê-lo.

A vida muda, e ás vezes quer que mudemos com ela…
Só que nós resistentes, oferecemos luta porque ainda queremos assistir ao desfecho das coisas antes delas se alterarem.


E queremos viver dentro da alteração e fazer dela a nossa!

2 comentários:

Anónimo disse...

A magia que trazes no olhar ,prende-me a ti.
E não tenho outra maneira de te olhar sem me perder.
Dizer-te que és linda?
Como se não soubesses?!
Que me cativaste completamente no primeiro sorriso?
Mas a vida nem sempre nos entrega quem amamos.

Por ti?
Até ao final dos tempos!

J.S

Inês disse...

J.S completamente louco por ti minha babe :D e adoro ver amores destes a quererem fazer parte da tua vida e a esperarem por ti(tambem quero,grrrrrr!).
Tu mereces tudo,és "the ultimate warrior".
Enches-me de orgulho minha boneca e tenho tantas saudades tuas!!!

Estás bem?
Tens estado muito silenciosa esta semana!

amo-te***